Em 2012…

Meu último post antes desta retomada agora tinha sido publicado em julho de 2012… O que aconteceu nestes últimos 8 anos em que fiquei sem escrever? Muitas coisas…

Naquele tempo eu vivia um relacionamento abusivo com um rapaz por quem eu era apaixonada e que não me correspondia. Uma história de arrancar os cabelos. Ele era mentiroso compulsivo e falava mal de todo mundo para mim. Eu acreditava que eu era a única pessoa na face da Terra de quem ele não falava mal… Mas como a vida ensina, né? Óbvio que ele falava de mim para outros.

Eu era sugada por aquela pessoa, muito também porque eu gostava e deixava tudo acontecer. Eu era imatura e nem mesmo conseguia perceber o quanto eu era apaixonada por ele… Acontece que no final de 2012 o mundo acabou… Aquele mundo que ia acabar, o fim do mundo da profecia Maia, sim, ele acabou para mim. O mundo da fantasia… O mundo do conto de fadas.

Teve esse fim de mundo, eu conheci um homem por quem me apaixonei e com quem passei a me relacionar e estou com ele até hoje… Tive uma série de outros problemas. Troquei de médicos várias vezes. Continuei na terapia. Tive uma internação em 2015. Vou aos poucos descrevendo todos esses processos.

Preciso revirar as memórias e compreender o que aconteceu com a Lady Borderline durante esses 8 anos. A sensação que tenho é que ela ficou adormecida. Mas desde a semana passada em que voltei a mexer nas coisas dela, ela acordou. Igual a uma Bela Adormecida.

O que vem por aí? Não sei…

Como estou atualmente: faço terapia com EMDR (já fiz um post sobre essa maravilha há anos atrás, recomendo!), faço outras terapias e participo de grupos com Constelação Familiar; estou tomando Trileptal (meu primeiro remédio, voltei para ele… Coisas da vida…) e Latuda (não gosto desse remédio, já tomei ano passado, mas estou dando outra chance). Estava tomando ainda o Velija, mas tive uma virada maníaca agora na pandemia e a gente suspendeu…

Estar aqui de volta me ajuda muito também.

Vamos conversar? Como é ser bipolar na pandemia?

EMDR: uma revolução!

Tive a oportunidade de experimentar essa nova modalidade de terapia que promete revolucionar o campo da psicologia – a EMDR. A sigla se refere aos termos em inglês: Eye Movement Desensitization and Reprocessing (a tradução seria algo como Desensibilização e Reprocessamento pelo Movimento dos Olhos). É uma técnica que trabalha estímulos bilaterais (estimula os dois hemisférios cerebrais) e visa eliminar traumas, lembranças negativas em busca de cura para as mais diversas mazelas da mente.

Eu fiz uma sessão e confesso que saí dela mais leve, mais entusiasmada. Vi os efeitos nos meus sonhos, nas minhas reações, nas mudanças de pensamento. Aconteceram episódios com a minha mãe, por exemplo, onde antes eu teria dado mais importância a certas palavras dela, mas não tive o menor impulso de reação. Costumava ser muito reativa à minha família, ficava cheia de raiva etc. Minha mãe que já vinha num caminho de me execrar e me tirar tudo o que pudesse de mim, finalmente deu o golpe final: disse que ia me tirar do plano de saúde para colocar a filha da minha irmã. Se fosse antigamente eu daria um escândalo do tipo: ” ah, já não está satisfeita com todo o mal que me causou e agora ainda quer que eu morra sem assistência médica?!!” Coisas desse tipo. Que nada. Eu simplesmente disse: ok.

Meu irmão também veio tirar satisfações de coisas do passado e eu disse apenas: ah tá… E pronto! Simples assim! Sem esforço, sem precisar ficar me lembrando do que eu prometi fazer ou não fazer da minha vida. Muito libertador! Eu recomendo!!!