Um, dois, três… testando!

Opa, parece que o microfone está funcionando! Então vamos lá!!!

Gente, consegui sair da lama. Desejo que seja por bom tempo! Voltei a querer viver. Isso é uma maravilha! Estou trabalhando com bastante produtividade, reorganizando minhas relações pessoais, reparando danos causados às pessoas (é, vocês acham que a gente é de fino trato? quando surtamos incomodamos muita gente, magoamos, fazemos coisas que não devíamos), a grande diferença é que dessa vez eu fiz as reparações do fundo do coração. Antes eu até fazia, mas era mais para aliviar a consciência.

Como tem sido bom me aliviar do peso que venho carregando há tantas décadas! Já sou uma senhora e andava com um balaio cheio de mágoas da infância, lembranças inúteis e que não me ajudavam em nada, apenas me enchiam de ódio e de depressão (às vezes as duas coisas ao mesmo tempo e sempre uma ou outra). Vou confessar os meus segredos:

  1. Estou com 2 psicólogos: uma junguiana e outro cognitivo comportamental. Loucura? De jeito nenhum. A primeira teve um papel fundamental para que eu percebesse o tamanho da carga que eu carregava. Me hipnotizou e me fez resolver uma série de coisas em sonhos, além de abrir um ralo dentro de mim, de onde brotaram todos os piores sentimentos humanos (tive crises de fúria, ódio mortal, vontade de matar o povo da minha família, para dar apenas alguns exemplos). O outro psicólogo é ótimo pra me trazer de volta. Então a mulher me levou às profundezas do Hades e o homem foi até o subetrrâneo para me tirar de lá. É bom conhecer os nossos infernos, mas é fundamental ter quem nos lembre que também temos um paraíso para desfrutar aqui e agora.
  2. Estou com uma psiquiatra nova, nova para mim e nova de idade. Jovem. Formei uma crença: os jovens estão mais atualizados em termos de psiquiatria. Os mais antigos por vezes têm vícios e medos, conceitos arraigados e podem até nos fazer muito mal. O último, um senhor bondoso, quase me enlouqueceu de vez brincando de mudar a dose das medicações. Se eu ficava melhor, ele diminuía, se eu ficava pior, ele aumentava. Uma gangorra insuportável que me levou à emergência psiquiátrica onde encontrei a deusa que me cuida atualmente. (acho que andei vendo muito filme esses dias, Fúria de Titãs me inspirou sobremaneira!).
  3. Persisti. Não deixei de fazer tudo o que estava a meu alcance. É trabalhoso, demora, é intermitente – não sei dizer por quanto tempo vou permanecer bem, como já disse, desejo que seja por muito tempo. Mas tenho que manter em mente que há a possibilidade de que eu volte para a lama. E que terei que estar disposta a começar tudo de novo. Vale a pena, insista!
  4. Busquei ajuda espiritual. Não vem ao caso explicitar que tipo de ajuda. Sei que contribuiu.

Enfim… Devemos lutar muito, modificar atitudes e hábitos, ter fé (seja lá como for, mesmo que seja a fé nos avanços da ciência), praticarmos a humildade de reparar danos, cultivar a persistência, e se tivermos dinheiro investir muito em saúde mental, sempre!

6 comentários em “Um, dois, três… testando!”

  1. Oiii … Bom dia a poucas semanas fui diagnosticada Borderline … desde de então estou tendo crises constantes, um minimo detale para mim vira uma tempestde, ontem meu namorado teve que segurar minha duas mão para que eu não cometesse uma loucura !!!! não consigo me controla e estou com medo de acabar machucando mais ainda as pessoas ao meu redor

    1. Oi Nathalie,
      Será que seu diagnóstico está correto?
      Foi feito por quem? Você está fazendo terapia?
      Que bom que comentou aqui no blog.
      Tenho sempre atualizado e agora que estou numa fase boa, posso te dar uma força.
      Desejo melhoras para você!
      Abraços!!

  2. Que ótimo! Não sabe como fico feliz!

    Concordo com você que os psiquiatras jovens, em geral, tendem a ser mais atualizados e abertos. O meu é quatro anos mais novo que eu e a experiência tem sido maravilhosa!

    Mas o que mais me deixou feliz foi o último item. Era algo que nunca cheguei a comentar porque a gente nunca sabe o que as pessoas pensam sobre esse tipo de coisa. E como vc disse: de que tipo, não importa.
    Se tem algo que sei, empiricamente, é que o caminho mais curto para a insanidade é negligenciar a espiritualidade – que na minha opinião e de muita gente boa, é mais de 80% da base do problema.

    Parabéns e tudo de bom!

  3. Que felicidade saber que a superação está ao alcance de todos! Tenho um caso diagnosticado de borderline na família e temos alcançado muitas vitórias na luta contra esse transtorno tão doloroso.
    Sofri muito com as crises, mas encontrei muito alento na espiritualidade e tenho certeza de que muita ajuda também!
    Louvemos à Deus todas as graças concedidas e tenhamos consciência do nosso merecimento para alcançá-las.
    Te desejo toda a força e felicidade.
    Abraços.

    1. Ótimo, Helena!
      Sim a superação está disponível. Basta união e espiritualidade, seja de que religião for.
      Meu novo post traz outra alternativa para quem busca a cura: EMDR.
      Recomendo!

      Abraços!

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