Vontade de não viver

Voltei a ter vontade de não viver.

Isso é bem diferente de ter vontade de morrer!

Assisti ao aclamado Alice no País das Maravilhas do Tim Burton. Gostaria que existisse uma toca de coelho daquelas, que me levasse para outro lugar. Não gosto desse mundo, não me sinto parte desse mundo. Todavia, sou covarde demais para morrer…

Fico por aqui, tentando achar graça, tentando ver sentido. É duro!

Passou dia das mães, consegui me livrar do fardo da celebração hipócrita familiar, consegui alcançar algumas coisas preciosas para mim, realizar uns tantos sonhos e ainda assim não vejo nada de tão grandioso nesse mundo e nessa vida.

Dia desses recebi uma mensagem ridícula dizendo: ‘você não está deprimido, está distraído’. Era uma daquelas baboseiras em power point cheia de imagens lindas da nossa mãe terra. Eu louvo a existência e reconheço sua grandiosidade, mas daí a me considerar distraída porque não vivo em estado de êxtase por causa da simplicidade do belo é uma grande distância. Talvez os deprimidos não sejam distraídos. Pelo contrário. Raros os distraídos que se deprimem porque não se apegam a imagens sombrias.

Deus me livre de ficar aqui banalizando as coisas, os sentimentos, a vida. Longe de mim! Tenho muitos pequenos momentos de prazer. Normal. Mas se me chamarem para o buraco do coelho, nem pisco, certamente vou! O que mais me incomoda em morrer é pensar no efeito que isso causará nos outros. Se eu pudesse ir embora como quem faz uma viagem, seria excelente!

É isso. Simples assim.