Senhora Fronteiriça

Essa Lady que vos escreve hoje quer tratar sobre o distúrbio de personalidade borderline.

Dia desses li um artigo e me identifiquei bastante. Mesmo que o diagnóstico importe menos que a terapia, é bom saber o que realmente tenho. Sempre ficaram dúvidas sobre o que eu realmente apresento, se Transtorno Bipolar e/ou Personalidade Borderline.

Eu mesma às vezes ainda fico em dúvida. Mas passo a ter certeza a partir do momento em que leio sobre os chamados “fronteiriços” ou “limítrofes”, as pessoas que andam no limiar entre a sanidade e a loucura. Acontece que tenho todos os ingredientes que misturados, colocados no forno e deixados a assar dão forma a um borderline.

Vou falar dos ingredientes que lembro agora, sem retornar ao artigo:

  1. Pai ausente;
  2. Mãe intrusiva e dominadora;
  3. Abuso na infância;

Vou fazer um post sobre cada um desses ingredientes. E depois falar um pouco mais sobre mim e o que passei e senti. O espaço aqui deve ser para ajudar outras pessoas que se sentem como eu me senti e ainda me sinto, embora esteja a caminho da cura. Como dizem, a partir dos 35 anos os pacientes com esse distúrbio entram em remissão, ou seja, tendem a melhorar. Ora viva! Estou com 35 anos!!! Que maravilha!!!

Hoje falei para meu psicólogo que minha iniciativa no blog e nas pesquisas que venho fazendo são para tentar “desvestir” a personagem da Senhora Fronteiriça. É lógico que sempre corro o risco de utilizar as informações para me justificar: “sou grossa mesmo, sou borderline”; para acusar os familiares: ” vocês são culpados porque eu sou assim! Por isso devem pagar o preço!”; para me comportar de forma displiscente: “foda-se o mundo, eu sou borderline!”… Enfim…

Gostaria de ter outras pessoas com quem conversar por aqui.

Sintam-se à vontade!

10 comentários em “Senhora Fronteiriça”

  1. Eu comecei terapia e parei tantas vezes que até perdi as contas. Pra mim, é difícil lidar alguns sentimentos.
    Minha infância e adolescência foram um tanto complicadas. A vida adulta tem sido esquisita.
    Sabe, eu tenho todo o cuidado do mundo, pra não repetir com meus filhos os erros cometidos na minha educação, pra eles não vivam coisas que eu vivi.

  2. Ola interessante post

    Aquele romance Eu amei um borderline, e-book disponivel na rede, trata, um pouco, sobre os esteriótipos aplicados aos “acusados” de serem borderlines e etc…

  3. Tive um pai carinhoso, muito amado e sempre presente e não tenho lembranças de abusos na infância. Nada realmente sério.
    Mas minha mãe, sozinha, conseguiu produzir uma borderline de primeira. Talentosa a véia, né? Hahahahahahaha.

    1. Muito talentosa sim!! Primorosa!!
      A minha também não deixa a desejar, mas confesso que o coroa teve maior responsabilidade com uma série de coisas. Aliás, minha equipe de 4 tios, vó e bisavô, além do pai e mãe atuaram em uníssono para criar essa obra de arte que sou eu!!! hehehe… Ironias a parte, sabe que eu hoje em dia penso que saí ganhando? Tive sensações nessa vida que eu duvido que eles tenham sequer imaginado ser possível sentir!!!

  4. Venha fazer parte de nosso grupo – Transtorno da Personalidade Borderline – conheça mais sobre o tema, vamos trocar informações e experiências com grandes profissionais da área bem como pacientes. O grupo já com quase 200 membros tem funcionado todos os dias com grandes participações e comentários. Venha vamos ajudar e ser ajudados.

    http://www.facebook.com/groups/274357359264475/

  5. Hey, eu sei que é estranho aparecer aqui tipo, 9 anos depois que você escreveu, mas eu vou falar. Eu sou “uma criança” de 19 anos (ou seja, quando você escrevia nesse blog eu não era nem gente) que recentemente descobriu ser borderline, com uma mãe borderline. E eu só queria que você soubesse que é muito bom ler seus posts aqui no blog, me faz sentir melhor que também existem outras pessoas que se sentem/sentiram do jeito que eu me sinto e conseguiram superar. Você provavelmente deve já ter chegado naquela fase “curada” da vida, mas mesmo assim obrigado por ter feito esse blog!

    1. Olá, Thiago.
      Desculpe a demora.
      De fato… Estou na fase de remissão. Cura não existe ainda.
      Você me inspirou a escrever mais.
      Vou parar para ter um tempo e começar uma parte mais equilibrada de textos.
      Boa caminhada pra você!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s