Família: uma fábrica de loucos

Nasci em uma grande família, com direito a morar apertada em um apartamento minúsculo com mais 8 retirantes que partiram de sua terra natal para fazer a vida em uma capital que inaugurava.

Fui mimada por bisavô, avó e uma tia, tratada como brinquedo por tios adolescentes, bibelô do papai e rejeitada por uma mãe que só pensava em trabalhar. Depois de sair da matriz da fábrica de fazer loucos, passei a integrar uma filial com a chegada dos irmãos.

O alcoolismo fez parte da minha infância, tanto que aos 5 anos de idade me embriaguei pela primeira vez porque os bêbados da festa em família me pediram para fazer as vezes de garçonete. Resultado: bebia a espuminha da cerveja. Terminei a noite cantando e dançando em volta de um poste e acordei com a primeira ressaca. Por sorte só voltei a beber depois dos 14 anos, moderadamente.

Esse post é uma introdução ao tema que pretendo abordar por aqui durante certo tempo: ambientes bipolarizantes e/ou esquizofrenizantes.  O primeiro desses ambientes e o mais impactante em nossa sociedade é o que costumamos chamar de família.

E segue mais uma admonição: “menina, cala essa boca! Você é sonsa!”

Deixe estar… Que agora a boca não fecha e a sonseira foi substituída por acidez.

 

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